História da Kombi no Brasil

História da Kombi no Brasil revela histórias interessantes. Sabia que ela era montada pela Brastemp?

A Kombi é um modelo de carro tão fascinante que possui diversos amantes pelo mundo todo, inclusive no Brasil. É tanto amor, que existe até o “dia da kombi”, que é comemorado todo dia 02/09.

História da Kombi

A Kombi foi produzida de 1950 a 2013, com isso ela se tornou um dos modelos com mais histórias na indústria automobilística.

Seu nome diferenciado, ao longo do tempo rendeu algumas piadas e associações, mas na verdade o nome “Kombi” (em alemão Kombinationsfahrzeug), quer dizer “veículo combinado” ou “veículo multiuso”.

O modelo foi criado pelo holandês, Ben Pon, cujos primeiros esboços feitos em uma velha caderneta datam de 1947.

O criador que inicialmente imaginou um veículo que fosse leve de carga e usasse um conjunto mecânico do Fusca na sua parte traseira, viu que logo nos primeiros protótipos, as frentes lineares da Kombi seriam descartadas, pois prejudicava a aerodinâmica do veículo.

→ História do Fusca no Brasil

História da Kombi no Brasil

História da Kombi no Brasil

História da kombi no Brasil começou pouco tempo depois de seu lançamento lá fora, em meados de setembro de 1953, e era montada pela Brasmotor, que mais tarde passou a ser chamada de Brastemp.

O modelo era importado em regime CKD, ou seja, totalmente desmontada, suas peças chegavam ao país e eram encaminhadas para montagem em um galpão, no bairro do Ipiranga.

Pouco tempo depois, surgiu o plano para a nacionalização da Kombi, o governo da época, o GEIA (Grupo Executivo da Indústria Automobilística) e a montadora VW, deram início à construção da fábrica própria em 1956 na cidade de São Bernardo do Campo, em São Paulo.

Em 1957 a Kombi já tinha 50% das suas peças produzidas no Brasil, porém, a fábrica só iria ser oficialmente inaugurada em 1959.

Kombi com seis portas?

Poucas pessoas sabem, mas existiram alguns modelos com modificações significativas na Kombi. No início da década de 60, por exemplo, a Kombi, ganhou uma versão com seis portas, que hoje é uma das versões mais raras entre os colecionadores, vinha ainda nas configurações luxo e standard.

Outras mudanças também foram incorporadas, como a transmissão sincronizada de todas as marchas, o marcador de combustível no painel e o fim das bananinhas de sinalização.

Mas uma grande mudança diferenciava a Kombi do Brasil de todas as outras versões do mundo. Em 1976, misturaram um pouco da Kombi europeia com a Kombi vendida no Brasil, nascendo então uma versão totalmente única.

As portas dianteiras eram iguais a da versão europeia que permitiam abaixar os vidros com manivela, uma nova frente com para-brisa único, motor passou a ser 1600 com carburação simples, introdução de servofreios, sua suspensão também foi modificada, sendo mais moderna que a do Fusca.

O modelo também recebeu um novo painel, o mesmo utilizado nos modelos europeus, com instrumentos.

A principal mudança que infelizmente não veio nos anos 70, só chegou a Kombi no ano de 1997, finalmente as portas corrediças foram introduzidas na Kombi nacional, assim como vidros laterais e traseiros maiores. O teto também ganhou 11 centímetros inspirado na versão mexicana (1991).

Primeiro veículo escolar

A Kombi, também foi o primeiro veículo escolar no Brasil nas décadas de 60 à 80 foi a Kombi. Ela ganhou os corações, deixou de ser um item de colecionador e hoje é alvo de entusiastas e exportadores. Foram fabricadas entre 1957 e 2013 mais de 1,5 milhões de unidades e sem nenhum sucessor, por isso o modelo tem alta procura no mercado de usados até os dias de hoje.

O Brasil passou a ser uma espécie de fornecedor de Kombi para o exterior, existem empresas especializadas na compra e importação dos exemplares brasileiros para qualquer lugar do planeta.

Mas depois de 56 anos, a Kombi deixou de ser produzida no pais, em 2013 saiu a série especial Last Edition. Inicialmente foram produzidas 600 unidades, mas a produção precisou ser dobrada para 1200 unidades. Assim, a Kombi entrou para a história do mundo inteiro.

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