A História do Escort no Brasil

A História do Escort no Brasil.

Há trinta anos atrás chegava ao Brasil o Ford Escort, um carro compacto e que em pouco tempo se tornou o sonho de consumo da maioria dos jovens da década de 80, os recém habilitados todos sonhavam com ele e muitos conseguiram tê-lo como primeiro carro.

O Escort da montadora Ford, era o mais novo compacto da época, medindo apenas 3,97 metros de comprimento, além disso, suas linhas eram modernas e arrojadas, trazendo ao mercado um novo ar para o design da época.

A década de 80 foi muito importante para o mercado automobilístico no país, diversos modelos sendo lançados, era a verdadeira febre de carros, as novidades mal eram lançadas e já estavam à venda, entre 1982 e 1985 esse “boom” agitou o país e aumentou a vendas consideravelmente.

A História do Escort no Brasil

Nesse artigo você vai encontrar tudo sobre a história do Escort no Brasil. Confira.

 

A História do Escort no Brasil

O Escort sem dúvida inovava em diversos sentidos no Brasil, o formato inédito de carroceria era destaque, considerado um hatch de dois volumes e meio, possuía também a tampa traseira bem inclinada, janelas laterais amplas e com boa visibilidade, faróis retangulares, grades de plástico, excelente aerodinâmica e garantia de 3 anos contra corrosão, que na época era a maior disponível no mercado nacional.

O acabamento interno também era bastante inovador, acarpetado nos bancos e assoalhos, portas revestidas, espaçoso, baixo nível de ruído e folga da embreagem com ajuste automático. O motor do Escort era transversal com duas opções de cilindrada, a 1.3 com 63,5 cavalos de potência quando movido a álcool e 57 cavalos de potência quando a gasolina, e 1.6 com potências respectivas de 73 e 65 cavalos. Apesar de ser um modelo com motor considerado fraco, era extremamente econômico, além disso, a suspensão macia e boa estabilidade conferiam ao modelo ainda mais qualidades.

Motor

Apesar de toda a modernidade do Escort, seu motor foi uma adaptação do Corcel, rebatizado de CHT (Compound High Turbulence), a montadora optou por essa modificação para conseguir obter uma boa economia de custos e tornar a produção do modelo mais viável, já que um novo motor iria encarecer muito o carro e prejudicar suas vendas.

Versões

No Brasil, o Escort chegou em três versões: básico, L e GL, poucos meses depois do lançamento, saiu a versão mais luxuosa, o Ghia, que tinha calotas integrais, frisos cromados sobre os faróis e a grade, revestimento em veludo, relógio azul no teto dando o toque futurista ao modelo, além de vidros e travas elétricos, limpador de para-brisa com intervalo ajustável, luz indicadora para desgaste das pastilhas de freio, indicadores de óleo de motor, nível de combustível, arrefecimento, entre outros. O Ghia veio nas versões duas e quatro portas, fazendo do Escort portanto ser o primeiro carro brasileiro a ter essa opção simultânea.

No ano de 1983, a versão esportiva no compacto foi lançada e em pouco tempo se transformou no queridinho da juventude rebelde dos anos 80, era o Escort XR3. Seu motor era o mesmo 1.6, vinha com faróis de milha redondos instalados na frente da grade, faróis de neblina no para-choque, rodas de 14 polegadas com o famoso estilo “trevo de quatro folhas”, aerofólio traseiro e teto solar.

Na versão lançada em 1985, o Escort XR3 também era conversível ou como algumas pessoas passaram a chama-lo: o de carro de capota removível. A opção conversível não fez tanto sucesso como a montadora esperava, mas era a primeira vez que um carro do modelo era produzido no pais depois de 15 anos.

Ao longo dos anos outras versões foram lançadas, algumas mudanças no motor, poucas no design e o Escort sobreviveu até o ano de 2003 quando deixou de ser produzido.

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