A história do Chevrolet Chevette no Brasil

A história do Chevrolet Chevette no Brasil a partir de 1973.

Lançado no Brasil em 1973, o Chevrolet Chevette fez muita história em terras brasileiras, até hoje diversas pessoas se lembram dele com saudosismo, pois para muitos foi o primeiro carro e com isso colecionam bons momentos na memória.

O Chevette era o sedãzinho de 4,12 metros de comprimento lançado no pais em abril de 1973 como um projeto mundial, o chamado T-Car, que teve versões em diversos países do mundo.

O Chevette versão brasileira era igual ao modelo alemão, fabricado pela Opel, chamado de Kadett (duas gerações antes do nosso conhecido).

O motor 1.4 de 68 cavalos de potência, possuía um porta-malas razoável, grade horizontal, faróis redondos, tanque de combustível posicionado atrás do banco traseiro e espaço interno mediano para até 4 pessoas.

A história do Chevrolet Chevette no Brasil

As vendas do Chevette foram bastante significativas no mercado automobilístico da época, entre 1986 e 1991, foi o período considerado mais expressivo.

Com a parada na produção de modelos famosos de outras montadoras como o Fusca e o Fiat 147, a procura pelo Chevette recém-chegado ao mercado foi impulsionada, já que era um modelo considerado sem concorrentes no segmento, com isso o Chevette se tornou o carro mais barato do Brasil e um dos mais vendidos.

A história do Chevrolet Chevette no Brasil

No ano de 1978 o Chevette teve sua primeira mudança significativa, a parte frontal foi totalmente estilizada, inspirada no modelo norte-americano, tinha o capô com grade dividida em duas, faróis circulares, e por dentro, o painel foi remodelado.

Quatro portas e hatch

Em 1978, a linha começava a crescer, surgiam os modelos com quatro portas e o hatch. Outra série lançada que fez sucesso, era a especial Jeans, com o revestimento dos bancos e lateral das portas em brim azul.

Em 1980, os faróis passaram a ser quadrados, as lanternas aumentaram de tamanho, o motor 1.4 ganhou opção a álcool, já o motor 1.6 ganha uma prévia na versão esportiva S/R, exclusiva do hatch e com carburador de corpo duplo (76 cavalos).

Mais brasileiro

Em 1983 o Chevette sofreu as mudanças mais profundas de todas, pode-se dizer que o modelo ficou mais brasileiro. A frente em cunha, traseira reta, painel maior e interior renovado.

Todas as versões foram modernizadas e com isso o motor 1.6 ficou sendo padrão para toda a linha. Já em 1985 ele ganhou câmbio automático de três marchas como opcional.

A edição da linha 87 já surgia mais luxuosa, com novos revestimentos, bancos dianteiros com encosto de cabeça regulável e nova grade. O motor 1.6 teve sua potência aumentada para 81 cavalos passando a se chamar 1.6/S.

O Chevette sem dúvida foi um carro muito querido pela população. Durante toda a sua trajetória ele recebeu elogios, até hoje diversas pessoas garantem que suas melhores lembranças estão relacionadas a ele.

Sua preferência nacional pode ser vista ao ser eleito pela Revista Auto Esporte o Carro do Ano em 1974 e 1981.

Deixou saudades

Em 12 de dezembro de 1993, o Chevette deixava de ser produzido no pais. Sua trajetória foi marcada pelo sucesso ao longo dos 20 anos de produção, onde foram fabricados 1,6 milhões de unidades.

→ História do Opala no Brasil

Comentários